Próximo live começa a ser debatido na lista de discussão do Graal
Inscrições para o workshop de armas encerradas
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Ok, você, já que chegou aqui, talvez saiba o que é.
Ou talvez esteja aqui justamente por querer saber o que é esse tal
de RPG (caso só queira saber sobre LARP, clique aqui).
Então lá vai: RPG é uma sigla para... para... bem,
isso também é fácil de achar por ai, RPG significa
Role Playing Game, ou, como geralmente é traduzido, Jogo de Interpretação
de Personagens (já li por ai uma tradução da sigla
como JIP). Lembra quando você era criança e brincava de coisas
como bandido e mocinho, polícia e ladrão, casinha, super-herói,
e outras brincadeiras de pura imaginação? Só que você
cresceu, e, embora sua imaginação continue tão fértil
quanto antes, ache um tanto quanto estranho sair por ai chamando as pessoas
para que brinquem com você. Ou, então, você se divertia
inventando histórias, sonhando com as viagens de Júlio Verne
à lua, ao centro da terra, ou com as aventuras de Marco Polo, ou
com os tesouros dos piratas... talvez você tenha lido O Hobbit, e
desejado ser um elfo, ou um anão, ou um hobbit, e imaginado como
seria estar lá, dentro da Montanha Solitária. Ou, quando leu
Senhor dos Anéis, ter imaginado como os homens de Gondor e de Rohan
se sentiram diante dos Portões Negros do Senhor do Escuro. Ou já
tenha se imaginado como um cavaleiro nobre que protegia os fracos e os necessitados,
ou como um explorador de novas terras recém-descobertas.
Basicamente, o RPG é isso. É uma volta a essa coisa de contar
histórias, que geralmente ficam restritas à infância.
É um exercício de imaginação, criatividade,
onde você imagina como é ser alguém em um mundo diferente
(ou apenas ligeiramente diferente) do real, onde nós vivemos. E um
exercício lúdico e divertido em grupo, onde pessoas se reúnem
com o objetivo de contar histórias, quase como no teatro. A diferença
é que, no teatro, a história já está pré-estabelecida
pelo autor, o diretor faz as mudanças que ache necessárias,
e os atores dão toques pessoais nos personagens e, no RPG, o diretor
(ou Mestre, ou Narrador) comece a contar uma história junto com os
atores (os jogadores), e, como num teatro de improviso, a história
contada vai surgindo conforme o Mestre e os jogadores se divertem, imaginando
situações que geralmente não vivem no cotidiano, tendo
a chance de se imaginar sendo outra pessoa, vivendo aventuras fantásticas,
imaginando estratégias espetaculares, lugares nunca vistos, mundos
nunca antes sonhados. É um jogo social, de imaginação
em grupo, de diversão em conjunto. E muitas outras coisas. Cada jogador
costuma pensar e sentir o jogo (sim, RPG é um jogo) de uma forma
um pouquinho diferente, embora, em essência, seja isso o que foi descrito.
Tudo o que se precisa para jogar é vontade, um grupo que também
esteja com vontade e muita, mas muita imaginação, além
da vontade de se divertir e de contar uma história em grupo.
Em mesas de RPG (ou sessões), via de regra há um Mestre (ou
Narrador), que é o responsável por garantir que a história
contada e interpretada tenha um fio condutor (como um mote, um motivo, que
une o grupo por alguma causa, e que guia a história), que o sistema
de regras seja usado para resolver contendas (para não ficar aquela
discussão do tipo "Ei, eu é que venci o vilão!",
"Não, fui eu!", ou seja, o Mestre é quem se preocupa
com essas coisas), pela descrição de como agem as outras pessoas
do mundo (ou cenário de jogo, mundo ficticio onde se passa a história
contada) onde se joga (afinal, que graça haveria em um mundo onde
só existissem os personagens dos jogadores?), e há jogadores
(de numero variado, o número mais comum de jogadores gira por volta
de 6, embora existam grupos bem maiores, e grupos bem menores), que são
como que os protagonistas da história que está sendo contada
pelo grupo inteiro. Os jogadores controlam personagens desse mundo, e são
livres para agir ou reagir conforme as crenças dos personagens e
as coisas que acontecem no decorrer da história.
Caso você deseje jogar, mas não saiba onde encontrar outras
pessoas que gostem também, um bom caminho você já tomou
- ou seja, encontrou, na internet, outras pessoas que gostam desse hobby
tão divertido. É so entrar em contato, seja através
de e-mail, lista de discussão, que você acaba encontrando alguém
que more perto de você para, quem sabe, começar uma mesa por
ai. Outra possibilidade é procurando locais onde jogadores de RPG
se reúnam na sua cidade (lojas, centros culturais, etc), e conhecendo
o pessoal. Os eventos de RPG também são uma ótima pedida
(por exemplo, os lives do Graal ;). Se você chegou até aqui,
é possível que você não saiba o que é
Live Action, ou LARP (significam a mesma coisa). Este é o nosso próximo
tópico.
Vamos começar por definições. LARP significa Live
Action Role Play, ou, fazendo uma versão para o português,
Jogo de Representação e Interpretação de Personagens.
É quase como o RPG, mas com uma grande diferença: enquanto
em uma mesa de RPG todo o jogo se desenrola através de descrições,
tanto do cenário, quanto dos personagens (roupas usadas, ações,
etc.), no LARP os jogadores se vestem como seus personagens, agem como seus
personagens, interagem com os outros personagens... tudo de verdade. Ou
seja: em um lugar especialmente preparado (por exemplo, uma casa alterada
com objetos cênicos para que pareça, o mais próximo
possível, com um castelo, ou com um acampamento de exército),
pessoas vestidas como os seus personagens se vestem (por exemplo, um grande
guerreiro usando uma armadura) e interem umas com as outras, contando a
história de um modo um pouco diferente. No lugar de se imaginar em
um filme, os participantes fazem parte desse filme, exercitando ainda mais
a imaginação, usando todos os sentidos (visão, audição,
tato, paladar, olfato) para se sentir realmente parte da história
que está sendo contada, de um modo seguro, divertido, empolgante.
Num LARP, a imaginação guia todo o curso da ação.
Deseja que seu personagem convença o rei de que uma conspiração
está em andamento? Fale com ele, se conseguir, e convença-o!
Deseja participar de um duelo com o campeão local? Então duele,
e veja o resultado!
Em um evento de LARP, no lugar do Mestre, existem os organizadores (ou Arautos),
responsáveis, em conjunto, pela condução da história,
pela interpretação real dos personagens que não são
dos jogadores, por garantir a segurança dos jogadores no evento,
pela criação do cenário onde a história vai
se passar... ou seja, é quase como jogar RPG, só que, no lugar
de só imaginar, você vai vivenciar, por algumas horas, tudo
o que se imaginar em conjunto.